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Orientação Lacaniana

SEMINÁRIO DE ORIENTAÇÃO LACANIANA – 1º Semestre de 2019

A interpretação é sempre de um sonho, jamais dos sonhos em geral. Não há interpretação dos sonhos, como insistem os tradutores. Um sonho interpretado adquire um nome: “injeção de Irma”, “bela açougueira”, “pai morto” e “filho queimado” e outros. O caráter singular da interpretação exigiu a postulação  do inconsciente. Até Freud a interpretação se apresentava confundida com a função religiosa, artística ou política.

Segundo ele, a função do sonho se explica nele próprio pois se define como a realização de um desejo inconsciente. Em Lacan, o sonho é o resultado de um trabalho que permite a passagem do gozo – em si mesmo não simbolizável – ao inconsciente.

Enfatiza-se, nesse caso, o fato de que o sonho tem por função separar o sonhador do saber do Outro, permitindo-lhe apreender o poder que a linguagem exerce sobre ele. Se o sonho mantém afinidades com o sintoma, por outro lado, sua função é oposta à da fantasia na medida em que introduz o sonhador nos caminhos inacessíveis do inconsciente, única via para não recuar diante da opacidade do real do gozo.

Tomaremos como material para discussão os usos possíveis do sonho na prática lacaniana para além de sua interpretação.

Datas:
Março – 21
Maio – 23
Junho – 13
Julho – 4

Horário: 20h30

Coordenadores: Jésus Santiago e Ram Mandil

Local: EBP-MG
Rua Felipe dos Santos, 588 – Lourdes