[Editorial – Nº8]

mural-editorial-adn8

A Ação Dobradiça em revista 8 está no ar! Neste número, uma novidade: lançamos um novo tema que nos acompanhará nesta edição e na próxima. Inspirados pelas perguntas despertadas pelo recente sucesso entre os jovens do jogo “Pokémon GO”, tomamos essas questões como bússola para interrogar a juventude atual: “Jovens GO!”. Jovens, go? Para onde? Para quê? Qual é a règle du jeu hoje? Qual a orientação da juventude quando não se tem mais o Nome do Pai como norte? Quais os efeitos disso no campo do amor, do saber, do corpo e da política?

Para dialogar com essa temática “Jovens GO!”, teremos presente também nas revistas 8 e 9 o trabalho do artista paulista, Fhero, que, hoje, mora em Belo Horizonte. Assim, as imagens dessas edições, para além de seu apelo estético, trazem o testemunho, impresso nos muros do Brasil, de um jovem contemporâneo que, tanto só, como junto à sua crew (que ele entende como uma família), faz da sua arte, sua política. Agradecemos a Fhero (www.instagram.com/fhero_pdfcrew/)(www.facebook.com/Fhero369023726501445) pela generosidade de compartilhar seu trabalho e experiência conosco.

Além da produção de Fhero, em “Ação Lacaniana Entre-vista”, trazemos um pouco do que ele tem a dizer das relações de sua arte com seus laços, desejos e sua forma peculiar de transformá-los em uma ação sobre a cidade. Também nessa rubrica, contamos com uma esclarecedora conversa com a psicanalista Maria Wilma S. Faria e um texto de Damodara Rosalino, aluno do Instituto de Psicanálise e jogador do Pokémon GO, sobre a temática proposta pelo “Jovens GO”.

A mesma pauta foi mantida em “Conversações/Intercâmbio com a cidade” a partir da conversação “Juventude e contemporaneidade”, realizada em Curitiba, na “Resenha”, de Flávia Cêra, e em “Notas sobre ocupações”, de Marcus André Vieira. Ainda nessa seção, contamos com uma discussão fundamental para a atualidade, e não apenas a juventude: a questão da migração e dos refugiados. Assim, Cínthia Busato nos dá notícias da conversação “Migração e refugiados” ocorrida em Florianópolis.

Por fim, em “Radar Cartelizante”, Lucila M. Darrigo nos apresenta a potência “jovem” do dispositivo do cartel a partir das produções de Cristiana Gallo, Rodrigo Camilotti Rodrigues, Flávia Cêra e Fernanda Turbat.

 

__________
Imagem:
Fhero PDF Crew