AD 3/ Anteriores 2011–2013

Mais um Dobradiça, o qual apresentamos com o mesmo entusiasmo que encontramos em nossos autores colaboradores. Neste momento em que devemos responder às ofensivas cientificistas, Catherine Lacaze-Paule, recorrendo a uma fábula de La Fontaine, nos faz ver que a produção de saber promovida pelo discurso da ciência, com a inflexibilidade de seus códigos e protocolos, elimina deste saber as marcas do desejo daquele que o produz, tendo-se como resultado um saber sem causa. O dispositivo do cartel, ao contrário, responde plenamente à exigência de se considerar as variações singulares da produção de saber quando se considera cada sujeito nela envolvido. O próprio termo “dobradiça” remeteu-lhe – como ela nos disse – àquilo que pode “dobrarse” frente às múltiplas condições do simbólico, tal como o junco no momento da tempestade.

Seguindo o propósito de localizar e indicar textos de orientação, apresentamos a leitura pontual de Elza M. Lisboa de Freitas sobre a intervenção de Lacan nas Jornadas da Escola Freudiana de Paris realizada em 1975, uma jornada de estudo sobre os cartéis.

As demais rubricas expõem o trabalho efetivo dos cartéis na EBP: os textos de Cesar Skaf e Ana Márcia F. T. de Carvalho nos permitem acompanhar a elaboração de cada cartelizante e seus trabalhos, apresentados nas Jornadas de Cartéis da EBP-Delegação Paraná, realizada em dezembro de 2011. O texto de Cassandra Dias propõe importantes reflexões, a partir da experiência da EBP-Delegação Paraíba, acerca da constituição dos cartéis na Escola, uma vez, como nos diz a autora, trata-se da “montagem de uma relação com o saber através de uma lógica que é o avesso do discurso da ciência e do capitalismo”.

Que possamos seguir com outros números de Dobradiça que se dobra e se faz com o produto próprio de cada um.

Márcia Zucchi
Heloisa Prado Telles
Comissão dos Cartéis da EBP

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