AD 1/ Anteriores 2011–2013

É irresistível não fazer um jogo de palavras com o título de nosso boletim – DOBRADIÇA.

Pensei no português “dobra” e no francês de “dit” e “ça”. O “dobra” mantém a proposta de Lacan da articulação, mas evoca também, em nossa língua, o fazer força, quebrar defesas. Estas estão sempre presentes quando se fala em cartéis, desde a defesa pela via do saber, que muitas vezes aparece depositada no mais-um, como a dificuldade na constituição de cartéis.

Pela atualização desse mês, nossos números são animadores: 74 cartéis inscritos com a participação de 370 pessoas. Temos nacionalmente uma convocatória de pelo menos 1000 pessoas em Encontros Brasileiros, o que nos faz pensar que a maioria não faz nenhum cartel. Isto não ocorre só conosco, está presente em todas as Escolas da AMP, em maior ou menor intensidade. Como pensar este fenômeno?

Aí entra o “dit” e o “ça”. Será difícil falar disso? A psicanálise tem uma forma de transmissão peculiar: a transmissão circula, não tem um vetor único; mais ainda, depende que cada um coloque a sua letra, inscreva nela seu sinthoma ou, como diz Miller, não lembro onde, que cada um pense a psicanálise por si mesmo.

Pensar o cartel é pensar a Escola.
Dobra-di-ça.
Vamos nessa?

Ondina Machado

ad-s2011-2013

 

 

 

Download AD1 Série 2011 – 2013